• Equipe do GPEC

A Relevância Social da Divulgação Científica


Vera Rubin, astrônoma pioneira no estudo da matéria escura

O propósito da realização do evento “Mulheres na Astronomia" (para registros e mais informações, clique aqui) não foi somente exibir astrônomas e seus trabalhos, mas principalmente denunciar o machismo, sexismo e a misoginia presentes em instituições de ensino e de pesquisa em diferentes épocas e lugares do mundo.


A importância da divulgação científica vai além de mostrar para o público curiosidades sobre uma certa área do conhecimento, pesquisas que são desenvolvidas ou coisas afins. Fundamentalmente ela incentiva o exercício do pensamento científico: ninguém precisa ter um diploma universitário para pensar criticamente sobre o mundo. Pensar criticamente sobre o mundo não é uma prática utilizada apenas ao buscar por respostas para as grandes questões em aberto da física, por exemplo.


O pensamento científico permite analisarmos e criticarmos aspectos de nossa sociedade e procurarmos por iniciativas que promovam a melhoria destes – de longe algo muito mais nobre do que responder grandes questões da física.


A divulgação científica não deve ser feita de forma neutra com relação a aspectos políticos, sociais e econômicos de nossa sociedade. É essencial tomarmos uma posição! Isso não implica, como muitos acreditam, levantar a bandeira de um partido político ou defender com unhas e dentes alguma alternativa de sistema econômico. Não ser neutro, no aspecto da divulgação científica, significa denunciar práticas injustas da sociedade. E engana-se quem acha que a ciência é uma construção dissociada da política, economia e da cultura humana.


Como divulgadores científicos, trabalharemos para difundir o pensamento crítico e sempre denunciaremos as injustiças de nossa sociedade.


A questão da mulher na ciência deve ser exposta. Já houve avanços significativos, mas ainda hoje há inúmeros casos de assédio físico e moral em instituições de ensino e de pesquisa: comportamentos que são frutos de um sistema que tenta delimitar os espaços que podem ou não ser ocupados por mulheres.


Pensamentos como os dos comentários da imagem abaixo, reproduzem e reforçam a violência contra as mulheres.



Não são comentários engraçados, não são “uma brincadeirinha”. Enquanto há inúmeras garotas desistindo de suas carreiras acadêmicas por causa de assédio, enquanto há professores incentivando meninas a desistirem de disciplinas pois elas “não vão dar conta”, enquanto há um viés gigantesco com relação ao número de mulheres nas áreas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática), e tantos outros problemas, não é nenhum pouco engraçado zombar de mulheres que, mesmo diante de tanta dificuldade, enfrentam brutalidades para realizar os seus sonhos.


Texto escrito por Carol Idelfonço, membro do Grupo de Pesquisas e Ensino de Ciências.

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