• Equipe do GPEC

Como as Imagens Astronômicas são Capturadas?

Atualizado: Fev 28



A priori, é importante ter em mente que uma imagem é digitalmente caracterizada como uma matriz bidimensional de pixels, cujas informações dependem da representação escolhida. Seja um bit definido como um dígito binário que assume 0 ou 1. Dado que um byte denota 8 bits, que podem descrever um total de 2^8 = 256 valores distintos, pixels em tons de cinza com um byte de profundidade contém intensidades que variam de 0 (preto) a 255 (branco), por exemplo.


Os telescópios, capazes de produzir impressionantes registros do universo, geralmente comportam dispositivos de carga acoplada (CCD: charge-coupled device), detectores de luz ideais para a captura de alta qualidade. Esses sensores segmentam a projeção da imagem em uma matriz de capacitores, traduzidos computacionalmente para pixels. A carga elétrica acumulada em cada um é proporcional à intensidade de luz incidente e mensurada em um determinado tempo de exposição, o que quantifica o fluxo de radiação recebida. Em conjunto com estimativas de distância, é possível aferir propriedades físicas dos objetos tais como suas luminosidades, temperaturas e tamanhos.



Informalmente, é como se cada quadradinho fosse um balde que armazena a porção de gotas que cai nele, no que corresponderia a uma chuva de fótons. Na conversão da voltagem para dados, são atribuídos valores numéricos a esses quadradinhos, gerando imagens em tons de cinza. Devido a sensibilidade elevada do CCD, o resultado cru é repleto de artefatos e exige técnicas de processamento de imagem para remoção de ruído e calibração.


Isso implica que as belíssimas cores reveladas pelas fotografias do Hubble, por exemplo, são artificiais? Sim e não. Bom, são tão “falsas” quanto as registradas por qualquer câmera digital. Um telescópio inclui diferentes filtros de cor, que admitem a passagem de comprimentos de ondas específicos. A sobreposição das fotos filtradas constitui, então, a imagem colorida. Claro, como nem toda luz é visível a olho nu, alguns desses filtros são representativos e interpretam essas ondas conforme algum critério científico, com o intuito de maximizar a quantidade de informação apresentada.



ESTE CONTEÚDO É PRODUZIDO SEM ANÚNCIOS E DE FORMA VOLUNTÁRIA. POR ISSO, APOIE O NOSSO TRABALHO COMPARTILHANDO E NOS DANDO SUPORTE NAS REDES SOCIAIS!

VOCÊ PODERÁ GOSTAR:

Sobre
 

O Grupo de Pesquisas e Ensino de Ciências (GPEC) visa promover a pesquisa em ciências físicas e cursos abertos ao público geral. Buscamos sempre divulgar a ciência de modo simples e didático. Acreditamos que um bom ensino é direito de todos e que não há nada que não possa ser aprendido!

Contato
 

Escreva aqui sua mensagem ou nos contate diretamente em: