Sobre
 

O Grupo de Pesquisas e Ensino de Ciências (GPEC) visa promover a pesquisa em ciências físicas e cursos abertos ao público geral. Buscamos sempre divulgar a ciência de modo simples e didático. Acreditamos que um bom ensino é direito de todos e que não há nada que não possa ser aprendido!

Contato
 

Escreva aqui sua mensagem ou nos contate diretamente em:

 

  • Anderson Martins

O observatório que voa pelos ares

Atualizado: Mar 6

Conheça o observatório 'itinerante' que viaja a bordo de um avião, operando nas altas camadas da atmosfera.


Pelo menos três vezes por semana, um Boeing 747SP decola do Centro de Pesquisa de Voo Neil Armstrong da NASA, nos EUA. Em seu interior, existe uma sala de computadores e um telescópio de 2,7 metros de diâmetro, esperando a abertura de uma escotilha lateral para observar o céu através do infravermelho. Trata-se do SOFIA (Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha), uma parceria entre a agência espacial americana e o Centro Aeroespacial Alemão.


Por que voar com um telescópio?


Em solo, os astrônomos encontram algumas limitações para observar o céu, sob a atmosfera úmida do nosso planeta. Nessas camadas mais baixas, o vapor da água impede a passagem de certos comprimentos de onda eletromagnética que vem do espaço, como o infravermelho. E então, para contornar esse problema, os cientistas buscam alternativas como o SOFIA, que é levado até a estratosfera, a cerca de 14 quilômetros de altitude. A partir daí, os astrônomos conseguem captar de forma nítida os fenômenos astronômicos no comprimento do infravermelho.

O gráfico mostra a porcentagem de absorção do espectro magnético pela atmosfera. É possível observar esse bloqueio no infravermelho.


A Missão


A aeronave adaptada é mantida pela NASA, enquanto que a construção e manuseio do telescópio é de responsabilidade da equipe alemã. E para todo o funcionamento, cerca de 20 pessoas vão a bordo do avião, operando, manuseando e trabalhando com os dados astronômicos obtidos.


Devido a sua capacidade de mobilidade, o observatório permite que os pesquisadores observem o céu de praticamente qualquer lugar do globo. E isso tem garantido o estudo de eventos raros, como por exemplo os eclipses lunares de Plutão, Saturno e até mesmo do objeto celeste MU69, localizado no cinturão de Kuiper e por onde a sonda New Horizons atravessa em sua jornada espacial.


O Universo Infravermelho


SOFIA observa o céu através do infravermelho. Isso significa que seus instrumentos são capazes de visualizar fenômenos que não são visíveis por meio da luz. Por exemplo, as gigantescas nuvens de gás e poeira das nebulosas barram a passagem da luz, porém os raios infravermelhos conseguem atravessá-las, fornecendo informações riquíssimas que não seriam obtidas através de um telescópio convencional.


Visível (esquerda) e infravermelho (direita) | Imagem da Nebulosa Cabeça de Cavalo. A imagem em infravermelho, do instrumento 'upGREAT' do SOFIA, revela a presença de moléculas de monóxido de carbono na parte densa da nebulosa (regiões vermelhas), bem como átomos de carbono e íons, produzidos pela radiação das estrelas próximas (regiões verdes).



No site da NASA é possível conhecer melhor a iniciativa e os dados que o 'observatório voador' já forneceu para os cientistas. Dentre esses dados estão:


- O nascimento e morte de estrelas.

- A formação de sistemas solares.

- Identificação de estruturas moleculares complexas.

- Planetas, cometas e asteroides em nosso sistema solar.

- Nebulosas e galáxias.

- Campos magnéticos no espaço.

- Buracos negros.


Devido a sua versatilidade, o SOFIA pode receber novos instrumentos, servindo como base de teste para inovações tecnológicas que um dia poderão ir ao espaço.


Conheça mais acessando a página do Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha.





ESTE CONTEÚDO É PRODUZIDO SEM ANÚNCIOS E DE FORMA VOLUNTÁRIA. POR ISSO, APOIE O NOSSO TRABALHO COMPARTILHANDO E NOS DANDO SUPORTE NAS REDES SOCIAIS!

VOCÊ PODERÁ GOSTAR: